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Uma trilha sonora para esse momento, ou: vida é música.

 

Dica para a leitura: clique nos títulos para ouvir as músicas no Spotify ou entre na playlist no final do artigo😉

Lembra quando compartilhávamos nossas vidas? Pois é, eu sinto falta.

Solitary Man (Johnny Cash)

Eu estou só, em casa, de frente para uma grande janela que mostra o mundo lá fora — saudades, mundo. Estou eu e esses fones de ouvidos que me seguem por onde vou. O Spotify tem sido uma companhia muito frequente durante o período de trabalho; e os vinis, nos finais de semana.

Minha relação com a música é puro amor e devoção — apesar de ser um baixista medíocre — e, por ser tão importante na minha vida, é através dela (música) que eu vou falar com você hoje.

Samba de uma nota só (Tom Jobim)

Eu sei que você deve estar cansado desse papo de coronavírus — e quem não está? — mas, é o que temos para hoje (e essa expressão nunca foi tão certeira quanto agora, porque, no final das contas, isso é tudo o que temos agora).

Naquele dia, ninguém saiu de casa (Raul Seixas)

Talvez esse momento que estamos vivendo seja parte de uma profecia do mago Raul Seixas “Essa noite eu tive um sonho, de sonhador — maluco que sou: eu sonhei com o dia em que a Terra parou”. E ela parou. Pelo menos daquela maneira como conhecíamos.

Coming on to the light of day (Red Hot Chili Peppers)

E, agora, começamos a sentir os efeitos da reclusão e lidar com a gente mesmo pode ser bastante desconfortável, né mesmo? Temos que lidar com os armários e gavetas que, ora se abrem, ora se fecham, com as angústias que estavam lá, em algum lugar, com o medo do desconhecido, com a preocupação com aquelas pessoas que amamos e não podemos dar sequer um abraço — parece que faz uma eternidade que não faço isso… aliás, acho que o Flea, baixista dos Red Hot Chili Peppers conseguiu sintetizar em 144 caracteres o que eu ando sentindo:

Nota mental: Depois que conseguir colocar meu nariz para fora de casa, vou aderir ao Free Hugs 😁

Time stand still (Rush)

Eu gosto muito dessa música. E, agora, poucos dias antes de completar 48 anos, eu sinto que tudo é muito mais rápido que o movimento das minhas pernas. Neil Peart (baterista e letrista do Rush) escreveu:

I turn my back to the wind
To catch my breath
Before I start off again
Driven on
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend

I let my skin get too thin
I’d like to pause
No matter what I pretend
Like some pilgrim
Who learns to transcend
Learns to live
As if each step was the end

São coisas simples, não é? Tomar um drinque com um amigo… mas, sequer podemos dar as mãos para cumprimentar nossos vizinhos.

Just a perfect day, feed animals in the zoo, then later a movie too, and then home (Lou Reed)

Quer ver o quanto as pequenas coisas são significativas? Pense na sensação de dar um passeio com a pessoa que você ama, tomar um sorvete ou apertar a campainha e sair correndo, como quando éramos crianças.

“Life is what happens when you’re busy making other plans” John Lennon
Acho que esse período vai fazer com que a gente enxergue aquelas coisas que realmente fazem diferença, aquelas que movem a vida enquanto a gente se preocupa com coisas que talvez nunca cheguem a acontecer.

Everyday is exactly the same (Nine Inch Nails)

Fomos rápidos demais? Estamos no piloto-automático (acordar, trabalhar, ingerir alguma coisa que se parece com comida, trabalhar, voltar para casa tarde da noite, desmaiar na cama e no outro dia, tudo no modo repeat)? Talvez seja uma importante lição sobre o tempo, sobre o tamanho real de um dia, de uma semana, de uma quarentena…

And you run and you run to catch up with the sun, but it’s sinking (Pink Floyd)

Ainda sobre o tempo: se ele já era o benefício mais desejado segundo o artigo 20 grandes ideias que mudarão o mundo em 2020, quando as coisas estavam — vamos dizer assim — normais, imagina depois de tudo isso que teremos que passar. Os millenials e a geração Z — e nós, os old men — querem tempo para, além de trabalharem, curtirem a vida com seus familiares, com seus amores, com seus cães e gatos, em parques, museus, bares, shows e cinemas. E é legítimo seus pedidos para a redução de horário de trabalho ou o four day week e outras iniciativas que privilegiam o equilíbrio entre trabalho e vida.

Eu sou o atalho de todas as grandes estradas por onde passei (Zé Geraldo)

Vai ser difícil ouvir alguém dizer no fim disso tudo: está tudo igual ao que era. Porque o momento é de crescimento. É a jornada do herói: apresentação, chamada ao desafio, escuridão, mais escuridão ainda, luta, superação, conquista, mundo que se restabelece. Mas, nunca mais, como era — nem você, nem o mundo.

É preciso amor pra poder pulsar (Almir Sater)

Talvez a gente tenha se visto por aí, talvez nunca tenhamos nos esbarrado na vida — a não ser por aqui — mas eu espero que você esteja bem e que esse possa ser o momento para você também se perguntar: qual foi a maior aventura que vivi? Saltei de paraquedas? Explorei o abismo infinito e beijei a garota sob uma chuva torrencial?

Cause every little thing gonna be all right (Bob Marley)

Trocando mensagens com um amigo, dias atrás, ele perguntou: que momento é esse que a gente tá vivendo? E essa é a pergunta que eu tenho me feito every fuckin day. Anos atrás fui paraninfo de uma turma de Marketing. Num dos trechos do meu discurso, eu dizia que quando as coisas ficavam difíceis, eu tomava um copo de água gelada e mascava um chiclete. E as coisas ficavam mais claras.

Working class hero (John Lennon)

Como sair dessa? Ainda segundo o artigo do LinkedIn, o grande desafio para cada um de nós — e para esse país — será a busca de soluções para os problemas sociais e a melhoria da qualidade de vida das comunidades pobres. Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões acredita que a periferia deixa de ser simples coadjuvante e passa a adotar o papel de protagonista, o que ele classifica como “transformação de dentro pra fora; construindo impacto a partir da escassez”.

Eu vejo um novo começo de era (Lulu Santos)

Se eu acho que vai melhorar? Vou usar uma música para responder essa pergunta:

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro
De hipocrisia que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não

Espero que você esteja no conforto do seu lar, seguro, com seus familiares, ou, se for solteiro, em companhia daquilo que te faz feliz — como as músicas fazem comigo.

Silent Lucidity (Queensrÿche)

0h53, estou recluso em minha casa. Eu ouço o som de um caminhão e o assobio do catador de lixo. Eu espio pela janela. Vai ficar tudo bem, eu penso. E vai.

#staysafe #stayhome

hidden track: Body Movin’ (Beastie Boys)
Tenho falado com alguns amigos e empreendedores sobre esse momento e alguns dos temas recorrentes são estresse e as pressões diárias de ficar o tempo todo em casa. Mesmo sabendo que tudo ficará bem, é preciso que você se cuide ao máximo, procure organizar seus horários, se alimente bem, pratique atividades físicas e cuide da mente. Separei alguns canais que vão ajudar você com isso:

Apps para atividades físicas:
Google fit
Nike Training Club

Apps para ajudar com a alimentação
MyFitnessPal
NutriSoft
Boa forma

Canal no Insta sobre trabalho remoto, produtividade e planejamento
Planning is cool

Apps de meditação
Calm
InsighTimer

Bonus track

Músicas para momentos que você precisa de paz/harmonia:

Músicas para ficar feliz

Músicas para “sangue nos olhos”

No mês que completamos 2 anos de How, todos os artigos abordarão temas que consideramos nossos pilares, como esse, que sintetiza um de nossos valores: vida.

Se quiser continuar essa conversa, fale comigo ([email protected]).

Renato “Minas” Buiatti é educador e cofounder da How.

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