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The Playbook: 5 lições de liderança com Dawn Staley

Você já assistiu essa série da Netflix? Caso não tenha assistido ainda e esteja ocupando ou prestes a ocupar posições de liderança no trabalho, recomendo muito. Acredito que você irá tirar ótimos insights!

O que é o The Playbook

Série da Netlfix com 5 técnicos contando sobre os passos — ou regras — que consideram essenciais para quem quer chegar ao topo: Doc Rivers e Dawn Staley (técnico e técnica de basquete), Jill Ellis e José Mourinho (técnica e técnico de futebol) e Patrick Mouratoglou (técnico de tênis). Os episódios possuem, em média, 30 minutos e apresentam os diferenciais e caminhos de cada um desses técnicos para desenvolver times e pessoas vencedoras.

Episódio — Dawn Staley: Regras de vida de um treinador

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Dawn Staley é técnica de basquete feminino e seu episódio foi retratado no comando da equipe da Universidade de South Carolina (South Carolina Gamecocks), que no ano de 2017 foi a equipe campeã da NCAA National Championship (liga universitária).

No episódio, Dawn Staley fala sobre a luta para ser respeitada em um mundo predominantemente masculino, como romper zonas de conforto e montar um time vencedor. O episódio também fala de superação: em 1991, Dawn teve a chance de ser campeã como jogadora da NCAA National Championship, mas, sua equipe não levou a taça. A técnica — também da seleção olímpica de basquete dos Estados Unidos — conta que aquele foi, possivelmente, o maior impulsionador para sua carreira.

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As 5 regras de Staley para criar equipes campeãs:

Regra nº 1 — Leve sua bola

Staley conta que era a única filha mulher — e, também, a mais jovem entre os irmãos — de uma família que cresceu com poucos recursos em casas populares dos Estados Unidos e, que para ser reconhecida nos grupos que jogavam nas quadras populares, era necessário que se dedicasse ao máximo — inclusive em um trecho do episódio, Staley conta que sofreu muito preconceito por ser a única mulher que jogava com os homens nas quadras do bairro.

Uma das formas usadas para ser selecionada para jogar foi levar a própria bola. A técnica diz que depois que estava nas quadras, ganhou o direito — através da sua maneira de jogar — de ser selecionada para participar das equipes que eram formadas. A persistência de Dawn foi fator determinante para que fosse respeitada pelos garotos. Staley fala que todas as conquistas daquele período partiu do desejo de que as pessoas respeitassem seu jogo. E que, para isso, foi necessário muita dedicação e estudo.

Regra nº 2 — Crescimento ocorre fora da zona de conforto

Foi então que Staley foi chamada para entregar o time de basquete feminino da Universidade de Virginia. Segundo ela, até aquele momento, o fato de ser negra nunca havia sido considerado por ela, mas, como aluna e jogadora de basquete de uma universidade predominantemente composta por alunos e alunas brancas, Staley passou a se sentir desconfortável por ser uma mulher negra e, uma das suas reações foi se fechar cada vez mais. Com isso, seu desempenho como aluna caiu muito. Foi quando, em uma conversa com a reitora da universidade que Staley ouviu o seguinte conselho: “O crescimento ocorre fora da zona de conforto. Por isso incomoda. Por isso ninguém quer se sentir assim”. A técnica conta que a decisão de permanecer ou não na Universidade de Virginia estava nas mãos da reitora e que, a partir daquela conversa, seu desempenho como aluna melhorou e que também deixou de se sentir um peixe fora d’água. Ela termina a regra número 2 dizendo que às vezes é necessário trilhar passos que te incomodam para entender onde você está e aonde quer chegar.

Regra nº 3 — Crie uma vantagem em casa

Esse é um dos aspectos voltado para o jogo em si, mas, que também gera ótimos insights de liderança. Staley diz que quando chegou à Universidade de South Carolina, o número de pessoas que iam aos jogos era baixíssimo e que ela teve que fazer um trabalho de formiguinha e se inserir na comunidade para que que as pessoas vissem sentido em participar do novo momento do time. Para Staley, sem o apoio dos torcedores não havia como recrutar os jogadores necessários para o seu time. E foi o que fez: ficou mais presente e atuante na comunidade: “é necessário criar um estilo de vida para que as pessoas possam se conectar”. Com isso, a equipe de South Carolina conseguiu a maior audiência no país por 3 anos seguidos no NCAA National Championship.

Duas frases de Satley sobre a regra 2 tratam diretamente de liderança: “Crie um lugar onde as pessoas se sintam especiais de verdade” e “quando você faz as pessoas se sentirem especiais, elas querem ajudá-lo a ter sucesso”.

Regra nº 4 — A regra das 24 horas

Essa regra foi um acordo feito entre Staley e as atletas da Universidade de South Carolina: “Uma derrota pode acabar com você, mas, você tem que ter a capacidade de seguir adiante”. Staley conta como times altamente competitivos podem sofrer com as derrotas e o quanto isso pode impactar no desempenho e no psicológico de atletas. Por isso ela criou a regra: “24 horas após uma vitória ou uma derrota, seguimos adiante”.

Como o impacto de uma derrota era sentido por dias, essa regra era uma forma de diminuir os estragos causados por uma adversidade. Staley diz que: “um dos passos que levam você a um título de campeonato é a derrota” e que a derrota pode fazer com que o atleta perca o ritmo e trazer de volta todos os sentimentos negativos daquele momento, portanto “você tem 24 horas para curtir sua vitória ou para agonizar por sua derrota”. Depois disso, é necessário seguir adiante.

Regra nº 5 — O que é postergado não é negado

Manter a sua fé. Essa é a quinta regra de Dawn Staley. Foi isso que fez com que ela se sentisse melhor quando perdeu a chance de ser campeã da NCAA National Championship como jogadora. Staley diz que é necessário que você tenha algo tangível para que nunca se esqueça dos seus objetivos, que faça com que você queira ser melhor e se preparar melhor: “a execução, o esforço e a preparação você não pode acelerar e não pode atrasar, mas se for paciente você alcançará o sucesso”. Para fechar, Staley diz que “é preciso se dedicar a algo sem saber se vai chegar ao topo ou não, mas quando acontece, quando vira realidade, você pode pensar e refletir sobre todas as pessoas que permitiram que isso acontecesse. Todas foram colocadas na minha vida para que aquele momento acontecesse”.

Confira o trailer de The Playbook:

OBS: Em dezembro, teremos a última edição do nosso Bootcamp Design Leadership. Por que estou falando dele? Porque esse foi o primeiro Bootcamp criado pela How e aquele que mais contribuiu para a formação de pessoas que estiveram com a gente: foram 24 edições comandadas pelo querido Anderson Gomes (Head of Design da Hotmart). Para fazer sua inscrição e participar dessa última edição, é só clicar aqui. Como líder, é necessário saber o momento de parar e é o que faremos com esse bootcamp que tanto amamos.

Renato “Minas” Buiatti é educador e cofounder da How.

 

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