Como ser mais acessível e inclusivo? Traga para fazer junto!

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Como UX Writing (Escrita focada na experiência) pode simplificar projetos.

Nota: Esse artigo foi escrito por Allan Rodrigues (Designer, Social Media) e publicado originalmente no canal da comunidade PretUX.

Recentemente, finalizei um bootcamp (um treinamento intensivo) sobre escrita inclusiva e acessível para produtos digitais e fiquei muito surpreso em relação ao impacto que a escrita pode ter em simplificar, auxiliar e guiar processos em geral. Claro, se reunirmos pessoas aleatórias numa sala e fizermos a seguinte pergunta: “Vocês acreditam que a comunicação, quando é mais inclusiva e acessível, representa algo positivo?”. Qual a chance de alguém dizer que não? É uma possibilidade muito baixa, né?

Mas mesmo assim, seja em nossos projetos ou nas empresas, não temos adotado a comunicação inclusiva enquanto um item essencial ou, pelo menos, muito pouco. Imagine o seguinte: se um usuário ou cliente não entende o que seu produto oferece ou não consegue aproveitar os benefícios por causa de um texto mal escrito e uma comunicação pouco clara, isso custa credibilidade, dinheiro e ainda pode gerar uma imensa frustração em quem não entender, que não poderá usar sua solução para o problema dela.

Segundo dados de 2020, divulgados pela USP (Universidade de São Paulo), o Brasil tem cerca de 29% da sua população com dificuldades para ler e interpretar textos, os chamados analfabetos funcionais. Assim como o número de idosos que vem crescendo no Brasil e no mundo, com projeção de alcançar, em 2031, 43 milhões de pessoas. Com o número de pessoas com deficiência não é diferente — são uma parcela significativa quando pensamos em renda. Movimentam cerca de 27,8 bilhões de reais. Como estão sendo construídos os produtos para essas pessoas? Ou elas não fazem parte do processo criativo? Hoje, a população do Brasil passa por cerca de 200 milhões de habitantes, 29% não é um número irrelevante. Talvez a partir de uma lei seria possível diminuir este tipo de exclusão…

E ela já existe, só não é implementada

“ lei 13.146, de 6 de julho de 2015 prevê que “(…)É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”

Este texto é uma provocação para que possamos incluir e desenvolver produtos, projetos, textos e qualquer tipo de ação social com mais empatia e impacto inclusivo real. Por isso, assim como me ajudaram a tornar isso algo mais próximo da realidade dos meus projetos (e sigo aprendendo isso…), quero deixar aqui um repositório feito pela Paula Völker que pode ajudar muito.

Acesse aqui o repositório!

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