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Como coloquei em prática os ensinamentos do Bootcamp UX Design da How

Como coloquei em prática os ensinamentos do Bootcamp UX Design da How

Comunidade How

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Foram dois meses de Bootcamp UX Design da How Bootcamps, facilitado pelas maravilhosas Adriane QuintasBarbara Borges e pessoas convidadas 🚀

Nesse artigo eu conto um pouco sobre os principais aprendizados que tive e como os coloquei em prática no meu trabalho 📒✏️

OBS: Artigo criado por Maicon Schirmer Guedes (UI/UX Designer na Paipe|Tecnologia e Inovação), originalmente publicado aqui.

Era uma terça-feira qualquer, em maio deste ano. A Tatá Salomão, uma querídissima amiga, enviou para as minhas mensagens do LinkedIn, um link de inscrição para o Bootcamp UX Design da How Bootcamps. Logo que acessei fiquei empolgado, mas de cara pensei no grande esforço que demandaria devido ao fato de as aulas serem toda terça e quinta-feira, por duas horas e estenderem-se de junho até agosto. Mesmo assim, avaliei tudo que poderia aprender e me inscrevi. Considerei o quanto ajudaria a consolidar e validar o processo de Design que eu venho implementando na Paipe, na função de UX Designer, desde o início deste ano.

O Bootcamp começou e eu fiquei apaixonado já na primeira aula. As mentoras do curso, Adriane Quintas, Design Coordinator no Olist, e Bárbara Borges, Head of Service Design no Matilha, demonstravam ser donas de um conhecimento absurdo. Elas compartilhavam isso com facilidade e dedicação, era simples compreender. Além disso, o formato das aulas era muito dinâmico, ao vivo, com pessoas convidadas, mentorias e excelente material de apoio.

No decorrer deste artigo, vou compartilhar com você um pouco do que aprendi nessa jornada, as lições que mais me marcaram e como coloquei isso em prática no meu trabalho.

O PROCESSO

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As mentoras optaram por desenvolver o Bootcamp seguindo o método Double Diamond, que é uma das formas de abordar o Design Thinking. Eu já a conhecia e vinha aplicando nos projetos da Paipe, no entanto, tinha algumas dúvidas práticas como, por exemplo:

  • Até onde deveria ir com cada fase?
  • O que eu deveria entregar em cada fase?
  • Eu preciso ser um especialista em todas as etapas ou faz sentido me aprofundar em uma parte do processo?
  • Qual a melhor forma de documentar todos esses passos?

Os módulos seguiram com uma riqueza de ferramentas, técnicas e dicas incríveis! Gradativamente eu fui encontrando as respostas para as perguntas acima. Conforme eu ia aprendendo, aproveitava para fazer anotações e iterar meu processo na prática, visto que eu já realizava sessões de cocriação com clientes, no formato do Double Diamond. Usar essa abordagem no curso me fez ter mais segurança e confiança sobre o processo, além disso, contribuiu para aumentar meu repertório de ferramentas e, principalmente, como documentar as informações de forma acessível.

O destaque referente a documentação fica para o uso do Miro! Os templates e forma visual de 
organização propostos pela Adri e Bárbara mudaram minha vida hehe. Tornou meu trabalho 
muito mais consistente, profissional e fácil de ser compreendido. Também acredito que 
essa forma de organizar torna o Double Diamond mais tangível. No projeto da imagem abaixo, 
que vem sendo desenvolvido na empresa, estamos na etapa de ideação.

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Descobrindo a minha paixão…

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O primeiro módulo do Bootcamp foi muito revelador para mim! Eu entendi que é nessa parte, mais focado em research, que quero aprofundar meu desenvolvimento. O módulo teve apoio da mentora Andressa Siegel, product designer no Olist. Ela deu excelentes insights de como conduzir processos de pesquisa em Design. Dentre os aprendizados deste módulo destaco:

  • As melhorias que apliquei nos workshops de cocriação, especialmente com o uso de ferramentas mais estruturadas;
  • As dicas para planejamento e condução de entrevistas (aqui chamo atenção às técnicas direcionadas para fazer perguntas melhores). Esse compilado de informações úteis apliquei duas vezes, remotamente, com pessoas usuárias de soluções que estamos projetando na empresa;
  • Os valiosos ensinamentos da Adri e Bárbara sobre pensamento integrativo e como encontrar padrões em meio às pesquisas. Destaco aqui o uso da ferramenta “Top 5 insights”, para classificar as informações mais relevantes de uma investigação. Essa dica ajudou muito a sintetizar a indexação de dados.

O fechamento do primeiro diamante!

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O módulo de definição também foi muito bacana! A definição no processo do Double Diamond fala sobre fazer escolhas. Nesse momento devemos priorizar, colocar foco no que será objetivo e alinhar o time. Nessa etapa, considero que os principais ensinamentos que extrai e já coloquei em prática foram:

  • A parede de insights (na imagem acima)! Essa técnica é perfeita para aplicar após sessões de cocriação. É possível ter visão do todo que foi pensado e criar conexões entre as informações, facilitando a identificação de padrões.
  • A ferramenta Lean Canvas. A aplicação dessa ferramenta no Bootcamp aconteceu no mesmo momento em que precisei usá-la no trabalho, durante um workshop remoto para um de nossos clientes.
  • A importância de fazer recortes sobre problemas grandes demais e olhar para um principal. Não é preciso solucionar todos os pontos de dor, mas é essencial alinhar o time decidir em conjunto.

Problema definido, bora para as ideias?

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Aprender sobre ideação com a UX Researcher Karla Cruz, da 99/DiDi, foi extremamente relevante para mim. Eu tinha uma experiência rasa sobre essa etapa e ver novas possibilidades para explorar expandiu muito minha percepção sobre ideação. Pontuo como principais aprendizados e que já coloquei em prática:

  • O uso de ferramentas para priorização de ideias, como o MoSCoW (Must Have, Should Have, Could Have, Won’t Have). Usei essa técnica na Paipe para priorizar features de um produto digital, após uma sessão de cocriação realizada com cliente;
  • O uso da ferramenta 4x4x4 para explorar ideias individualmente e evolui-las coletivamente a partir disso. Essa ferramenta consiste em 3 sessões de geração de ideias, sendo a primeira individual, a segunda em duplas e a terceira em grupo.
  • Sem dúvidas, o que mais me marcou nesse módulo foi a fala da Karla sobre como introduzir uma cultura voltada ao Design de Experiência em empresas. Ela lembrou que Design não é só gerar ideias, mas também pensar com as mãos! A researcher aconselhou para sempre convidarmos as pessoas a construírem algo nas reuniões em que participamos.

O módulo que me surpreendeu!

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Facilitado pela Layla Codogno, Product UX Designer no Olist, essa parte do curso me causou surpresa! Primeiro por eu achar que não seria tão interessante (após o módulo de imersão eu achei que nada pudesse me surpreender tanto), segundo por me fazer perceber o quanto eu ainda sei pouco sobre prototipação. A Layla deu um verdadeiro show e me abriu os olhos para:

  • Maneiras de organizar e configurar um arquivo no Figma para agilizar o trabalho;
  • Como criar hierarquia através dos elementos empregados na interface;
  • Investir esforços e aprimorar os protótipos na etapa do fluxo em que queremos testar. O destaque nessa parte fica para os inúmeros hacks que ela ensinou na construção de protótipos navegáveis, a fim de tornar a experiência de uso mais realística.

“Testar é o que faz todo o processo valer a pena!”

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Essa frase desprovida de defeitos, de Jake Knapp, foi citada pela Adri no início do módulo 5, de testes e métricas. Essa etapa do curso fez eu me apaixonar ainda mais por processos qualitativos de pesquisa. Além de inspiradora, trouxe uma série de insights valiosos. Os principais deles foram:

  • Me ajudou a identificar pontos de melhoria em testes que realizei no passado, como por exemplo na forma de alinhar o contexto da plataforma testada e a não responder perguntas do usuário no momento em que ele testa;
  • A forma de organizar o conteúdo gerado pelos testes. O bônus para essa etapa são as planilhas incríveis disponibilizadas pela Adri e que ajudam na tabulação dos dados;
  • As maneiras de definir métricas para UX, acompanhá-las e gerar insights a partir de seus resultados. Também teve planilha para ajudar nessa etapa, dessa vez explorando os frameworks H.E.A.R.T e SUS (System Usability Scale). Não vejo a hora de utilizar o SUS no próximo teste de usabilidade e o H.E.A.R.T para dar insumos aos processos de iteração de produto!

Já que estamos falando em métricas…

Vou aproveitar para finalizar este artigo falando de alguns números (A Adri até nos sugeriu para sermos amigos dos números hehe): foram 8 horas de imersão, 4 horas de definição, 8 horas de ideação, 10 horas de prototipação e testes, 2 horas de construção de portfolio, 6 mentores e 30 facilitadores. Sério! Quanta generosidade desses profissionais, quanto conteúdo de altíssimo nível compartilhado! Obrigado por tanto a todas as pessoas que tornaram esse #Bootcamp possível, em especial a equipe da How Bootcamps, Adri e Bárbara.

Bootcamps da How

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